domingo, 25 de junho de 2017

[#Review] Albums April-June 2017


Olá! Hoje trago-vos um tipo de review diferente... Em vez do habitual track-by-track, reuni os alguns álbuns novos que saíram desde as últimas semanas de Abril até agora e dei uma breve opinião sobre os mesmos + as minhas faixas favoritas e menos favoritas! Espero que gostem :)






#1 CHAINSMOKERS, MEMORIES... DO NOT OPEN
Quando ouvi o álbum de estreia deste duo de DJs, senti que estava a ouvir os seus maiores êxitos em replay. Na minha opinião, The Chainsmokers deviam se focar em lançar singles separados. Álbuns são supostos serem uma obra completa, um trabalho repleto de músicas que se conectam. Não fiquei impressionado de todo. As canções não são más, mas quase todas lembram o que eles já lançaram para as rádios. As letras são boas, mas quem as canta desilude muito. O vocalista principal, Andrew, tem um tom vocal muito fraco, não acho que ele devia ter tanta atenção. Porém, foi boa ideia terem convidado alguns artistas underground, pois isso dá-lhes mais reconhecimento. Concluindo, espero que o duo demore a lançar outro álbum para assim terem mais tempo para gravar/produzir algo único e não reciclado.

Singles: Paris, Something Just Like This (feat. Coldplay)
Favoritas: The One, Don't Say (feat. Emily Warren), Something Just Like This (feat. Coldplay), It Won't Kill Ya (ft. Louane)
Menos Favoritas: Paris


#2 LEA MICHELE, PLACES
A cantora/actriz principal de Glee lançou este ano o seu segundo álbum com a promessa de não cometer os mesmos erros de seu primeiro, Louder (2014): não ser ela mesma. Em Places, ela põe em prática as suas influências de Broadway, Celine Dion e Barbra Streissand, lançando um disco super coeso e cheio de baladas fortes que contam as suas experiências durante estes últimos anos. Ao invés dela tentar soar como qualquer outra cantora pop, Lea soa como ela própria e ninguém mais poderia lançar um album deste género senão ela. Ao ouvir Places, dá a sensação que estamos a assistir ao seu próprio musical, uma viagem de sentimentos. Pela primeira vez vemos Lea a apostar em algo seu, sem seguir ordens de editoras discográficas que só querem vender.

Singles: Love Is Alive, Anything's Possible
Favoritas: Love Is Alive, Believer, Run To You, Heavenly, Anything's Possible, Getaway Car, Sentimental Memories, Hey You
Menos Favoritas: Proud


#3 MACHINE GUN KELLY, BLOOM
Eu normalmente não oiço muitos álbuns de hip-hop/rap (apenas alguns artistas específicos). Contudo, após ouvir a parceria de Machine Gun Kelly com Camila Cabello (ex-integrante das Fifth Harmony), Bad Things, fiquei com grande curiosidade no rapper. No geral, Bloom - seu terceiro álbum, mas o primeiro a ser lançado através dum contracto com uma grande editora discográfica - é um trabalho impressionante, devo dizer. Kelly felizmente não tenta ser nenhum Eminem ou Macklemore, sendo apenas ele próprio enquanto viaja entre batidas agressivas de hip-hop, riffs pesados de guitarras e letras honestas sobre a sua vida pessoal e a sua fama ascendente. Um dos pontos positivos deste álbum são as colaborações, que vão de artistas pop (Camila, Hailee Steinfeld, James Arthur) até aos mais urbanos (Ty Dolla $ign, Quavo). O mais engraçado é que para o fim do álbum, Machine mostra os seus dotes vocais! E ele canta bem até!

Singles: Bad Things (with Camila Cabello), At My Best (feat. Hailee Steinfeld), Trap Paris (feat. Ty Dolla $ign, Quavo)
Favoritas: The Gunner, Go For Broke (feat. James Arthur), At My Best (feat. Hailee Steinfeld), Trap Paris (feat. Ty Dolla $ign, Quavo), Bad Things (with Camila Cabello), Rehab, Let You Go, 27
Menos Favoritas: Moonwalkers (feat. DubXX), Can't Walk


#4 PARAMORE, AFTER LAUGHTER
Artistas crescem e mudam, só temos de aceitar. Paramore foi uma das bandas que mais sofreu alterações de membros. Mas o facto de ainda continuarem a fazer música, só mostra a sua força. O seu último álbum já mostrava um caminho mais pop/rock do que o seu som punk habitual que os tornou famosos. Agora, em After Laughter, a banda decidiu dar uma volta de 180° e apostou num som mais retro, sem nunca perder a sua garra nas guitarras e baterias. Mesmo que este álbum seja bastante diferente de todos os anteriores, é capaz de ser um dos meus favoritos. O conceito está muito bem explorado, a junção de rock com música pop dos anos 80 está fantástica e as letras continuam relacionáveis e reais. Paramore nunca desilude quando o assunto é composições. Adoro como a sonoridade é bastante alegre e divertida, mas as letras são super depressivas. É um contraste que acontece muitas vezes na vida, pois é nos melhores momentos onde caímos na realidade e nos apercebemos da dor que sentimos por dentro.

Singles: Hard Times, Told You So
Favoritas: Hard Times, Rose Colored-Boy, Fake Happy, 26, Pool, Caught In The Middle, Tell Me How
Menos Favoritas: Forgiveness, No Friend


#5 HARRY STYLES, HARRY STYLES
Quando foi anunciado o solo de Harry, nunca pensei que ele viesse com um projecto que revivesse os tempos de Queen, David Bowie e de outras bandas britânicas igualmente boas e legendárias. Surpreendeu-me pela positiva. É um dos melhores discos que já ouvi. Todas as músicas podiam estar no meio de uma playlist de rock clássico que ninguém ia perceber. Constituído apenas por 10 faixas, o álbum de estreia de Harry vai marcar diferença, pois num período onde toda a música soa igual, é refrescante ver alguém a tentar salvar um género perdido à muito tempo. Adoro também o facto de em algumas músicas ele não revelar o sexo da pessoa que está a cantar sobre (à uns tempos, o membro dos 1D deu a entender que é bi). 

Singles: Sign of the Times
Favoritas: Sign of the Times, Sweet Creature, Two Ghosts, Only Angel, Kiwi
Menos Favoritas: From the Dining Table


#6 LINKIN PARK, ONE MORE LIGHT
Outra banda que tem mostrado grande evolução é Linkin Park. Após o revoltante The Hunting Party, repleto de faixas hard-rock, a banda de Mike Chinoda e Chester Bennington lança um álbum menos pesado e com influências em alternative pop. O disco carrega uma mensagem positiva por baixo das suas letras depressivas, pois mesmo que a vida seja injusta, temos que ter esperança, daí o nome ''one more light''. Tal como acontece com Paramore, este trabalho pode soar mais pop do que o habitual, mas Linkin Park nunca deixa de lado as guitarras e a bateria, nem os versos rap de Mike. Não é dos meus álbuns favoritos deles, contudo gostei do conceito que eles quiseram seguir. Aplaudo a banda por tentar algo diferente e inesperado. One More Light também marca a primeira vez que eles colaboraram com outros artistas!

Singles: Heavy (feat. Kiiara)
Favoritas: Nobody Can Save Me, Battle Symphony, Invisible, Heavy (feat. Kiiara), Sorry For Now
Menos Favoritas: Good Goodbye (feat. Stormzy & Pusha-T)


#7 SHAKIRA, EL DORADO
Já faz muito tempo que Shakira não lançava um álbum em espanhol, sua língua nativa. Apesar de conter pelo menos duas músicas cantadas em inglês e outra em francês, El Dorado marca o seu primeiro disco parcialmente em espanhol desde 2005. Este novo trabalho da cantora colombiana também marca o regresso dela aos ritmos e batidas latinas, algo que não explorou em seus três últimos lançamentos. Se querem que seja honesto, El Dorado não me impressionou. Metade dele são canções já lançadas previamente (algumas sendo colaborações doutros artistas com ela), e da outra metade só gostei para aí de 3 faixas. O tema de cada faixa é quase sempre o mesmo: o amor dela pelo Piqué. Não desacredito da paixão deles. Mas desde 2014 até agora, acredito que muito mais se tenha passado na vida dela.

Singles: La Bicicleta (with Carlos Vives), Changaje (feat. Maluma), Comme Moi (with Black M), Deja Vu (with Prince Royce), Me Enamoré
Favoritas: Me Enamoré, Chantaje (feat. Maluma), Nada, When a Woman, Perro Fiel (feat. Nicky Jam), La Bicicleta (with Carlos Vives), Toneladas
Menos Favoritas: Trap (feat. Maluma), Comme Moi (with Black M), Coconut Tree, Deja vu (with Prince Royce)


#8 DUA LIPA, DUA LIPA
Tal como referi anteriormente, a música hoje em dia soa toda igual. Porém, há artistas que pegam nas tendências e tornam-nas suas. É o que acontece com o álbum de estreia da cantora britânica Dua Lipa. Ela aproveitou o que se toca nas rádios e combinou isso com um pouco de R&B moderno, hip/hop e música electrónica também. Todas as faixas foram co-escritas por ela e a voz é bastante grave, o que a torna reconhecível no meio de tantas novas que cantam no mesmo tom. Dua Lipa é um álbum meramente pop e divertido, tendo também os seus momentos mais sérios. É muito pessoal também, pois conta as histórias e as paixões da cantora. Uma estreia deveras impressionante para quem gosta de boa música pop!

Singles: New Love, Be the One, Last Dance, Hotter Than Hell, Blow Your Mind (Mwah), Lost in Your Light (feat. Miguel)
Favoritas: Genesis, Lost In Your Light (feat. Miguel), Hotter Than Hell, Blow Your Mind (Mwah), Garden, No Goodbyes, Homesick, Bad Together, Last Dance
Menos Favoritas: Be The One, Dreams, Room For 2, New Love


#9 HALSEY, HOPELESS FOUNTAIN KINDOM
Estava bastante ansioso para vos falar sobre este álbum, pois é o meu favorito deste ano até agora. Tem estado no replay desde que saiu! Halsey tem esta coisa de nos conseguir levar a lugares mágicos com a sua música, enquanto conta uma história com princípio, meio e fim. Se BADLANDS era um mundo pós-apocalíptico em que a sociedade tinha de se unir para sobreviver, hopeless fountain kingdom é um reino bem formado mas com dois grupos em conflito: o bem e o mal. Halsey encontra-se no meio dos dois. Este álbum conta-nos a versão moderna de Romeu e Julieta, a versão de Halsey. É a sua luta constante para salvar um amor mais morto que vivo. Em BADLANDS, ela aprendeu a viver com o monstro dentro dela, em hopeless fountain kingdom, ela aprendeu a amar-se a si própria. Definitivamente, o melhor disco do ano até agora. O conceito está bem explorado, a sonoridade é coesa (maioritariamente, urban pop/alternative pop) e letras fantásticas que só Halsey poderia escrever!

Singles: Now or Never
Favoritas: 100 Letters, Heaven In Hiding, Alone, Now or Never, Sorry, Walls Could Talk, Bad at Love, Strangers (feat. Lauren Jauregui), Devil In Me, Hopeless (feat. Cashmere Cat)
Menos Favoritas: Lie (feat. Quavo), Angel On Fire


#10 KATY PERRY, WITNESS
Katy Perry era aquela artista que normalmente se juntava às massas. A música dela reflectia bastante o que passava na rádio naquela época. Em Witness, a cantora americana faz o oposto e afasta-se das massas. Este álbum marca o nascimento de uma nova Katy, que agora está mais ciente sobre alguns assuntos antes nunca percebidos pela mesma. Witness é sobre a mulher por detrás do cabelo preto, dos fatos extravagantes e coloridos, dos temas sobre rebuçados e prismas. Witness é sobre Katheryn Hudson (seu nome biológico). É um álbum futurista que mistura uma sonoridade pop anos 80/90 com elementos mais experimentais. Katy está agora acordada sobre o mundo à sua volta e isso se reflecte nas letras. É uma pena que o público não esteja a perceber a perspectiva nova dela.

Singles: Chained to the Rythym (feat. Skip Marley), Bon Appétit (feat. Migos), Swish Swish (feat. Nicki Minaj)
Favoritas: Witness, Roulette, Swish Swish (feat. Nicki Minaj), Power, Chained to the Rythym (feat. Skip Marley), Tsunami, Bon Appétit (feat. Migos), Save as Draft, Pendulum, Dance With The Devil
Menos Favoritas: Mind Maze, Act My Age


#11 ALLIE X, COLLXTION II
Para quem não conhece: Allie X é uma cantora pop alternativa, nascida no Canadá. A música dela refugia-se maioritariamente no synthpop e no electropop. Contudo, o seu modo de se promover e se apresentar é bastante alternativo, daí ser intitulada como tal. Antes deste álbum, a sua discografia resumia-se a um EP de estreia, CollXtion I, que marcava o início de uma saga de ''coleções'', que podiam ir até ao quinto volume. Este ano, Allie lança o segundo volume, o seu primeiro álbum, CollXtion II. Em termos de som, é uma evolução do seu EP, pois ela foge um pouco do synthpop, dando espaço a sonoridades novas, mas sempre mantendo a sua marca. As letras continuam bastante metafóricas e pessoais. A cantora conta-nos uma história, uma viagem interessante em 10 faixas.

Curiosidade: no ano passado, a cantora pediu ajuda aos fãs para criarem este álbum com ela. Ela criou uma playlist no Spotify intitulada CollXtion II: Ʉnsolved, onde quase todas as semanas ia adicionando um novo single ou demo e perguntava aos fãs se deviam entrar ou não no álbum. Casanova, Old Habits Die Hard e That's So Us foram as escolhidas. Tenho pena que Too Much to Dream, All The Rage e Misbelievin' não tiveram a mesma oportunidade.

Singles: Paper Love, Need You (feat. Valley Girl)
Favoritas: Paper Love, Vintage, Casanova, Simon Says, That's So Us, Downtown, True Love Is Violent
Menos Favoritas: Need You (feat. Valley Girl), Old Habits Die Hard (a versão do álbum é muito diferente da versão original...)


#12 HEY VIOLET, FROM THE OUTSIDE
Com a música pop a dominar cada vez mais a indústria, deixando o rock morrer dia para dia, as bandas também mudam a sua direção para uma sonoridade mais comercial. O mesmo aconteceu com Hey Violet, conhecidos pelos seus singles que lembravam old school Paramore. A banda de Rena Lovelis (a vocalista principal) pode estar numa fase diferente agora, mas isso não significa más notícias. De facto, este estilo assenta-lhes melhor. Como seu primeiro álbum de estreia, fiquei impressionado pela sua mistura de punk-pop com o pop actual. Foi uma estratégia inteligente e que funciona na imagem deles. As letras podem ser um pouco questionáveis por vezes, mas são relacionáveis para o target deles: adolescentes/jovens adultos. 

Singles: Brand New Moves, Guys My Age, Break My Heart
Favoritas: Break My Heart, Brand New Moves, Hoodie, My Consequence, O.D.D, Fuqboi, Unholy, Like Lovers Do
Menos Favoritas: All We Ever Wanted, Where Have You Been (All My Night)


#13 LORDE, MELODRAMA
Nunca liguei muito a Lorde. Ouvi o seu primeiro álbum, Pure Heroine, apenas uma vez e não me impressionou muito (a única música que ouvi mais foi Team). Fui ouvir o seu mais recente single Green Light por mera curiosidade, como ela demorou algum tempo a retornar, quis ver o que trazia de novo. Acabei por me impressionar pela sua vibe mais dance-pop, deixando de lado todo o seu estilo indie-pop que a tornou famosa. Decidi então esperar pelo seu novo álbum. Primeira ouvida: meh. Segunda ouvida: adorei! Houve algo neste álbum que me fez ouvir de novo e ainda bem que o fiz. Definitivamente um dos melhores discos que já ouvi. Adoro como Melodrama viaja entre o dance-pop e as baladas de piano duma forma em que tudo se encaixa no mundo alternativo de Lorde. As letras são fantásticas e bastante cruas, Melodrama é uma história verídica e a cantora da nova-zelândia não deixou nada escondido nestas belas 11 faixas.

Singles: Green Light, Perfect Places
Favoritas: Green Light, Homemade Dynamite, The Louvre, Liability, Hard Feelings/Loveless, Sober II (Melodrama), Perfect Places
Menos Favoritas: Sober, Writer In The Dark, Liability (Reprise)

É tudo por hoje! Espero que tenham gostado :)




Hello! Today I bring you a different type of review... Instead of the usual track-by-track, I gathered some new albuns that were released since the last weeks of April until now and I gave them a brief review + my favorites and least favorites tracks! I hope you like it :)



#1 CHAINSMOKERS, MEMORIES... DO NOT OPEN
When I heard this DJ duo's debut album, I felt like I was hearing their biggest hits on replay. In my opinion, The Chainsmokers should focus on releasing separate singles. Albums are supposed to be a complete work, filled with songs that connect. I wasn't impressed at all. The songs aren't bad, but they resemble what they already released to radios. The lyrics are good but who sings them it's a dissapointment. The lead singer Andrew has a very weak vocal tone, I don't think he should get so much spotlight. However, it was a nice idea to invite some underground artists, because that can give them more recognition. In conclusion, I hope the duo takes time releasing another album so that they have more time to record/produce something unique and not recycled.

Singles: ParisSomething Just Like This (feat. Coldplay)
Favorites: The OneDon't Say (feat. Emily Warren), Something Just Like This (feat. Coldplay), It Won't Kill Ya (ft. Louane)
Least Favorites: Paris


#2 LEA MICHELE, PLACES
The lead singer/actress from Glee released her second album this year with the promise not to make the same mistakes of her first, Louder (2014): not being herself. In Places, she puts into practice her influences from Broadway, Celine Dion and Barbra Streissand, releasing a super cohesive record full of strong ballads that tell her experiences over the last few years. Lea sounds like herself and no one else could release an album of this genre other than her. By listening to Places, it gives the feeling that we are watching her own musical, a journey of feelings. For the first time we see Lea betting on something from her, without following orders from record companies that just want to sell.

Singles: Love Is AliveAnything's Possible
Favorites: Love Is Alive, BelieverRun To YouHeavenlyAnything's PossibleGetaway CarSentimental MemoriesHey You
Least Favorites: Proud


#3 MACHINE GUN KELLY, BLOOM
I usually don't hear many hip-hop/rap albums (just a few specific artists). However, after hearing Machine Gun Kelly's partnership with Camilla Cabello (a former Fifth Harmony member), Bad Things, I became very curious about the rapper. Overall, Bloom - his third album, but the first to be released through a contract with a major label - is an impressive piece of work, I must say. Kelly fortunately doesn't try to be either Eminem or Macklemore, just being himself as he travels between aggressive hip-hop beats, heavy guitar riffs and honest lyrics about his personal life and his rising fame. One of the positive points of this album are the collaborations, ranging from pop artists (Camila, Hailee Steinfeld, James Arthur) to the most urban (Ty Dolla $ ign, Quavo). The funniest thing is that by the end of the album, Machine shows off his vocal talents! And he sings well though!

Singles: Bad Things (with Camila Cabello), At My Best (feat. Hailee Steinfeld), Trap Paris (feat. Ty Dolla $ign, Quavo)
Favorites: The Gunner, Go For Broke (feat. James Arthur), At My Best (feat. Hailee Steinfeld), Trap Paris (feat. Ty Dolla $ign, Quavo), Bad Things (with Camila Cabello), RehabLet You Go27
Least Favorites: Moonwalkers (feat. DubXX), Can't Walk



#4 PARAMORE, AFTER LAUGHTER
Artists grow and change, we just have to accept. Paramore was one of the bands that suffered the most changes of members. But the fact that they are still making music, only shows their strength. Their last album already showed a more pop / rock way than their usual punk sound that made them famous. Now in After Laughter, the band decided to make a 180° turn and bet on a more retro sound, without losing their grip on guitars and drums. Even though this album is quite different from all previous ones, it may be one of my favorites. The concept is very well explored, the junction of rock with 80s pop music is fantastic and the lyrics remain relatable and real. Paramore never disappoints when the subject is compositions. I love how loud and cheerful the sound is, but the lyrics are super depressive. It is a contrast that happens many times in life, because it is in the best moments where we fall into reality and we realize the pain we feel inside.

Singles: Hard TimesTold You So
Favorites: Hard TimesRose Colored-BoyFake Happy26, PoolCaught In The MiddleTell Me How
Least Favorites: ForgivenessNo Friend


#5 HARRY STYLES, HARRY STYLES
When Harry's solo was announced, I never thought he would come up with a project that relived the days of Queen, David Bowie and other equally good and legendary British bands. It surprised me on the good way. It's one of the best records I've ever heard. All the songs could be in the middle of a classic rock playlist that no one would realize they are recent. With only 10 tracks, Harry's debut album will make a difference, because in a period where all the music sounds the same, it's refreshing to see someone trying to save a lost genre for a long time. I also love the fact that in some songs he doesn't reveal the sex of the person he is singing about (the 1D member has previously hinted that he is bisexual).

Singles: Sign of the Times
Favorites: Sign of the Times, Sweet Creature, Two Ghosts, Only Angel, Kiwi
Least Favorites: From the Dining Table


#6 LINKIN PARK, ONE MORE LIGHT
Another band that has shown great evolution is Linkin Park. After the revolting The Hunting Party, packed with hard-rock tracks, Mike Chinoda and Chester Bennington's band releases a less heavyweight album with influences on alternative pop. The record carries a positive message under its depressive lyrics, because even if life is unfair, we must have hope, hence the name ''one more light''. Just like Paramore, this effort may sound more pop than usual, but Linkin Park never lets go of guitars and drums nor Mike's rap vocals. It's not one of my favorite albums from them, yet I liked the concept they wanted to follow. I applaud the band for trying something different and unexpected. One More Light also marks the first time they've collaborated with other artists!

Singles: Heavy (feat. Kiiara)
Favorites: Nobody Can Save Me, Battle Symphony, Invisible, Heavy (feat. Kiiara), Sorry For Now
Least Favorites: Good Goodbye (feat. Stormzy & Pusha-T)



#7 SHAKIRA, EL DORADO
It has been a long time since Shakira has released an album in Spanish, her native language. Although it contains at least two songs sung in English and another in French, El Dorado marks her first record partially in Spanish since 2005. This new effort by the Colombian singer also marks her return to Latin rhythms and beats, something she hasn't explored in her last three releases. If I'm being honest, El Dorado didn't impress me. Half of it are previously released songs (some of which are collaborations from other artists with her), and from the other half I only enjoyed like 3 tracks. The theme of each track is almost always the same: her love for Piqué. I don't disbelieve their passion. But from 2014 'til now, I think a lot more has happened in her life.

Singles: La Bicicleta (with Carlos Vives), Changaje (feat. Maluma), Comme Moi (with Black M), Deja Vu (with Prince Royce), Me Enamoré
Favorites: Me EnamoréChantaje (feat. Maluma), NadaWhen a WomanPerro Fiel (feat. Nicky Jam), La Bicicleta (with Carlos Vives), Toneladas
Least Favorites: Trap (feat. Maluma), Comme Moi (with Black M), Coconut TreeDeja vu (with Prince Royce)


#8 DUA LIPA, DUA LIPA
As I mentioned earlier, music sounds so much the same nowadays. However, there are artists who take trends and make them their own. That's what happens with the debut album of the British singer Dua Lipa. She took advantage of what's played on the radios and combined it with a bit of modern R&B, hip/hop and electronic music as well. All the tracks were co-written by her and her voice is quite low, which makes it recognizable in the midst of so many new ones that sing in the same tone. Dua Lipa is a purely pop and fun album, with also having its most serious moments. It's very personal too, because it tells the singer's stories and passions. A really impressive debut to anyone who likes good pop music!

Singles: New LoveBe the One, Last DanceHotter Than HellBlow Your Mind (Mwah)Lost in Your Light (feat. Miguel)
Favorites: Genesis, Lost In Your Light (feat. Miguel), Hotter Than HellBlow Your Mind (Mwah)GardenNo GoodbyesHomesickBad TogetherLast Dance
Least Favorites: Be The OneDreamsRoom For 2New Love


#9 HALSEY, HOPELESS FOUNTAIN KINDOM
I was quite anxious to tell you about this album as it is my favorite this year so far. It's been on the replay since it came out! Halsey has this thing of getting us to magical places with her music, while telling a story with beginning, middle and end. If BADLANDS was a post-apocalyptic world in which society had to unite to survive, hopeless fountain kingdom is a well-formed kingdom but with two conflicting groups: good and evil. Halsey is in the middle of the two. This album tells us the modern version of Romeo and Juliet, Halsey's version. It's her constant struggle to save a love more dead than alive. In BADLANDS, she learned to live with the monster inside her, in hopeless fountain kingdom she learned to love herself. Definitely the best record of the year so far, well explored concept, cohesive sound (mostly urban pop/alternative pop) and fantastic lyrics that only Halsey could write!

Singles: Now or Never
Favorites: 100 LettersHeaven In HidingAlone, Now or NeverSorryWalls Could TalkBad at LoveStrangers (feat. Lauren Jauregui), Devil In MeHopeless  (feat. Cashmere Cat)
Least Favorites: Lie (feat. Quavo), Angel On Fire



#10 KATY PERRY, WITNESS
Katy Perry was that artist who usually joined the masses. Her music reflected a lot of what was on the radio at the time. In Witness, the American singer does the opposite and moves herself away from the masses. This album marks the birth of a new Katy, who is now more aware about some subjects never before perceived by her. Witness is about the woman behind the black hair, the extravagant and colorful outfits, the themes about sweets and prisms. Witness is about Katheryn Hudson (her biological name). It's a futuristic album that mixes a pop 80's and 80's sound with more experimental elements. Katy is now awake about the world around her and that's reflected in the lyrics. It's a shame the public isn't understanding her new perspective.


Singles: Chained to the Rythym (feat. Skip Marley), Bon Appétit (feat. Migos), Swish Swish (feat. Nicki Minaj)
Favorites: WitnessRouletteSwish Swish (feat. Nicki Minaj), PowerChained to the Rythym (feat. Skip Marley), TsunamiBon Appétit (feat. Migos), Save as DraftPendulumDance With The Devil
Least Favorites: Mind MazeAct My Age


#11 ALLIE X, COLLXTION II
For those who do not know: Allie X is an alternative pop singer, born in Canada. Her music takes refuge mostly in synthpop and electropop. However, her way of promoting and presenting herself is quite alternative, hence her title as such. Prior to this album, her discography featured a debut EP, CollXtion I, which marked the beginning of a series of "collections" that could go up to a fifth volume. This year, Allie releases the second volume, her first album, CollXtion II. In terms of sound, it's an evolution of her EP, because she skips a bit from synthpop, giving space to new sonorities but always keeping her mark. The lyrics remain quite metaphorical and personal. The singer tells us a story, an interesting journey in 10 tracks.


Curiosity: Last year, the singer asked the fans to help her create this album with her. She made a playlist on Spotify titled CollXtion II: Ʉnsolved, where almost every week was adding a new single or demo and asked the fans whether or not to enter the album. Casanova, Old Habits Die Hard and That's So Us were chosen. It's sad that Too Much to Dream, All The Rage and Misbelievin' didn't have the same opportunity.

Singles: Paper Love, Need You (feat. Valley Girl)
Favorites: Paper Love, Vintage, Casanova, Simon Says, That's So Us, Downtown, True Love Is Violent
Least Favorites: Need You (feat. Valley Girl), Old Habits Die Hard (the album version is very different from the original version ...)



#12 HEY VIOLET, FROM THE OUTSIDE
With pop music dominating the industry more and more, letting rock die day by day, the bands also change their direction to a more commercial sound. The same thing happened with Hey Violet, known for their singles reminiscent of old school Paramore. Rena Lovelis's band (the lead singer) may be in a different phase now, but that does not mean bad news. In fact, this style suits them best. As their first debut album, I was impressed by its mix of punk-pop and pop music. It was a smart strategy that works on their image. The lyrics may be somewhat questionable at times, but are relatable to their target: teenagers/young adults.

Singles: Brand New Moves, Guys My Age, Break My Heart
Favorites: Break My Heart, Brand New Moves, Hoodie, My Consequence, O.D.D, Fuqboi, Unholy, Like Lovers Do
Least Favorites: All We Ever Wanted, Where Have You Been (All My Night)


#13 LORDE, MELODRAMA
I've never really cared much for Lorde. I listened to her first album, Pure Heroine, only once and it didn't quite impress me (the only song I heard the most was Team). I went to listen to her latest single Green Light out of mere curiosity, as it took her some time to return I wanted to see what she was bringing back. I ended up being impressed by her more dance-pop vibe, leaving aside all of her indie-pop style that made her famous. So I decided to wait for her new album. First listen: meh. Second listen: I loved it! There was something on this album that made me hear it again and I'm glad I did. Definitely one of the best records I've ever heard. I love how Melodrama travels between dance-pop and piano ballads in a way where everything fits into Lorde's alternative world. The lyrics are fantastic and rather crude, Melodrama is a true story and the New Zealand singer left nothing hidden in these beautiful 11 ​​tracks.


Singles: Green Light, Perfect Places
Favorites: Green Light, Homemade Dynamite, The Louvre, Liability, Hard Feelings/Loveless, Sober II (Melodrama), Perfect Places
Least Favorites: Sober, Writer In The Dark, Liability (Reprise)


It's all for today! I hope you like it :)

*I give full credits to the owners of every photo I used on this post!*

segunda-feira, 19 de junho de 2017

UPDATES!

Tiveram saudades minhas? (Did you miss me?)



Olá! Já se passou imenso tempo desde o meu último post, é verdade. Mas houve uma razão para isso acontecer. Em primeiro lugar, quero pedir desculpa pela falta de publicações aqui no blog. Sinto que me ausentei na pior altura do ano, pois vários singles e álbuns novos estavam a ser lançados. Em segundo lugar, quero compensar-vos pelo tempo que me ausentei, não se preocupem porque há muitas novidades por vir:
  • Um post com a minha opinião sobre álbuns lançados entre o final de abril até esta semana de junho. Isto porque, ao invés de estar a fazer posts separados, quero experimentar dar uma breve review sobre cada um (não vai ser o típico track-by-track).
  • Playlist da semana! Tenho notado na aderência destas playlists por isso podem aguardar uma nova :).
  • O retorno dos charts e dos posts temáticos.
  • Uma review exclusiva no Tumblr do blog! À um tempo atrás, um rapaz, que quer seguir uma carreira de hip-hop/rap, contactou-me no Tumblr para promover o seu EP independente e perguntou-me se podia fazer uma review sobre o mesmo. Eu aceitei e decidi que será publicado exclusivamente no Tumblr do blog.
  • Uma entrevista com um duo de DJs da Espanha (mais informações em breve)!!
Agora vamos à parte mais complicada... A razão da minha ausência... 
No início deste ano, o meu pai foi diagnosticado com cancro do pulmão. Infelizmente, ele faleceu no passado dia 10 de Maio devido ao seu corpo não ter aguentado nem a quimioterapia nem a radioterapia, apanhando também uma infecção em ambos pulmões. Foram literalmente 4 meses cheios de sofrimento. Após ele falecer, senti que precisava de tirar um tempo para mim. Precisava de um intervalo para pensar na minha vida, pensar que caminho quero seguir. Admito que pensei em desistir do blog, pois cada dia que passava, era menos um post que publicava. Mas tive medo de perder as coisas que já ganhei com isto (foram poucas, mas significativas). Por isso ergui a cabeça e continuei em frente, decidi focar-me na faculdade, visto que estava na fase final do semestre, e depois iria regressar aqui quando me sentisse preparado. Acho que quem gosta mesmo de me seguir no blog, irá fazê-lo mesmo que eu demore uma semana, um mês ou talvez um ano a voltar (esperemos que não seja o caso!). Sinto-me agora preparado para voltar. Por vezes tirar um tempo para nós mesmos até é o melhor, faz-nos reflectir em tudo que se calhar não tínhamos tempo para o fazer antes. O foco no blog vai ser maior daqui em diante, prometo. Vou fazer os possíveis para continuar a crescer mais e mais. Eu ainda não recuperei a 100% a morte dele, mas a vida continua e dias melhores virão, eu sei :').

Obrigado pelo apoio incondicional até agora, é mesmo muito importante para mim <3.



Hello! It's been some time since my last post, it's true. But there was a reason for it to happen. First, I wanna apologize for the lack of posts here on the blog. I feel like I've left at the worst time of year because various singles and new albums were being released. Second, I wanna compensate you for the time I've been away, don't worry because there's a lot to come: 
  • A post with my opinion on albums released between end of april 'til this week of june. That is because, instead of doing separate posts, I wanna try to give a brief review about each of them (it won't be the typical track-by-track).
  • Playlist of the week! I've been noticing the good feedback of these playlists so you can expect a new one :).
  • The return of the charts and thematic posts.
  • An exclusive review on the blog's Tumblr! A while ago, a boy who wants to pursue a hip-hop/rap carreer contacted me on Tumblr to promote his independent EP and asked me if I could review it. I said yes and decided that will be published exclusively on the blog's Tumblr.
  • An interview with a DJ duo from Spain (more info soon)!!

Now let's go to the most complicated part... The reason of my absense...
Earlier this year, my father was diagnosed with lung cancer. Unfortunately, he passed away on May 10 due to his body not having endured neither chemotherapy nor radiotherapy, also catching an infection in both lungs. It was literally 4 months full of suffering.  After he passed away, I felt that I needed to take some time for myself. I needed a break to think about my life, to think of which way I want to go. I admit that I thought about giving up the blog, because every day that passed, it was less a post that I published. But I was afraid to lose the things I've already gained from it (they were few, but significant). So I nodded my head and moved on, decided to focus on college, since I was in the final semester, and then I would return here when I felt ready. I think that who really likes to follow me on the blog, will do it even if I take a week, a month or maybe a year to come back (hopefully it won't be the case!). I feel now prepared to return. Sometimes taking time for ourselves is for the better, it makes us reflect on everything we might not have had time to do before. The focus on the blog is going to be bigger from now on, I promise. I will do my best to continue to grow more and more. I have not yet recovered his death to a 100%, but life goes on and better days will come, I know :').

Thanks for the unconditional support so far, it is very important to me really <3.

domingo, 30 de abril de 2017

[#Spotify] Playlist of the Week


[PT] Olá queridos leitores ^^!! Espero que o vosso fim-de-semana esteja a ser bom :) eu cá estou a procrastinar um pouco com os trabalhos da faculdade... ahah xD.
Hoje estou de volta com mais uma playlist da semana que contém os últimos lançamentos que gostei mais, como também algumas músicas que têm estado em constante replay! Desta vez há menos K-Pop, as únicas são duas do grupo K.A.R.D: Rumor, seu novo single, e uma versão inglesa doutra deles, Don't Recall. De novos lançamentos, temos imensas: desde Lady Gaga, Lana Del Rey/The Weeknd, Selena Gomez e Katy Perry a Paramore, Imagine Dragons e Fall Out Boy, entre outros também. Também pus algumas artistas em ascenção como SAARA (conhecida por escrever demos de alguns dos maiores êxitos de K-Pop), Bebe Rexha e Allie X. A última está quase a lançar o seu novo álbum, COLLXTION II, por isso decidi mostrar-vos algumas músicas mais conhecidas dela! Hip/Hop também está muito presente desta vez: Nicki Minaj/Drake/Lil' Wayne, Kendrick Lamar e G-Eazy fazem todos uma pequena aparição. Em comparação com a última playlist, pus apenas duas faixas de DJs, sendo elas os novos singles de Kygo e Cashmere Cat. Por fim, mas não menos importante, adicionei as minhas favoritas do novo álbum de Lea Michele (ex-Rachel Berry de Glee), Places. Podem esperar uma review do mesmo brevemente :).
A playlist encontra-se no fim deste post, se tiverem conta no Spotify, é só carregar no play. Divirtam-se!

[ENG] Hey dear readers ^^!! I hope your weekend is going well :) I'm here procrastinating my college works a bit... ahah xD
Today I'm back with another weekly playlist which has the lastest releases I liked most, as well as some songs that have been in constant replay! This time there's less K-Pop, the only ones are two from the group K.A.R.D: Rumor, their new single, and an english version of another one from them, Don't Recall. There are a lot of new releases from Lady Gaga, Lana Del Rey/The Weeknd, Selena Gomez and Katy Perry to Paramore, Imagine Dragons and Fall Out Boy, among others as well. I put also some upcoming artists like SAARA (known by writing demos of some of the biggest K-Pop hits), Bebe Rexha and Allie X. The latter is almost releasing her new album, COLLXTION II, so I decided to show you some of her most popular songs! Hip/Hop is also more present this time: Nicki Minaj/Drake/Lil' Wayne, Kendrick Lamar and G-Eazy all make an appearance. In comparison to the last playlist, I put only two DJs tracks, being them the new singles from Kygo and Cashmere Cat. Last but not least, I added my favorites from Lea Michele's (ex-Rachel Berry from Glee) new album, Places, which you can expect a review soon :).
The playlist can be found below, if you have an Spotify account, just press play. Have fun!



Espero que tenham gostado. Na próxima semana publicarei mais reviews, por isso não percam!
(I hope you liked it. Next week I will post more reviews, so don't miss it!)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

[#Review] Lady Gaga, ''The Cure''

Interscope Records // 2017


Hello! Em primeiro lugar peço desculpa não ter postado nestas duas últimas semanas, tive imenso para estudar. Mas estou de volta com mais uma review de um single bastante inesperado! A nossa mother monster actuou recentemente no festival de música sul-americano Coachella, e não só fez livestream no Youtube para todo o mundo ver, como também preparou bastantes surpresas. O concerto durou uma hora e pouco e contou com vários hits da cantora, passando de Just Dance até Million Reasons, e quatro mudas de roupa. Também foram actuadas bastantes canções que não foram promovidas a single mas que deixaram marcas na sua carreira, tais como Speechless, Teeth, Scheisse, Venus, Sexxx Dreams, John Wayne e A-Yo. Contudo, a grande prenda da noite foi a actuação inesperada de uma completamente nova, The Cure, o regresso da cantora ao dance-pop. Após o espectáculo, a canção foi disponibilizada para compra em todos os mercados digitais e foi apontada como o novo single de Gaga. Mas... e a Era Joanne, onde fica no meio disso tudo?



A Música:
O lançamento de The Cure foi claramente um passo inteligentemente estratégico para pôr Gaga de volta às rádios. É certo que Million Reasons teve impacto mas não tanto como os seus hits anteriores, enquanto que Perfect Illusion nem visibilidade teve. O álbum Joanne continua a vender bastante em todo o mundo, mas neste momento Gaga não tem aquela música poderosa a tocar nas rádios 24/7. Mas não desesperem, isto não é o fim da sua Era. Joanne deve ter um relançamento tal como aconteceu com The Fame. Uma segunda parte do álbum mas mais pop. Gaga sempre quis fazer isso, um projecto dividido em duas partes: experimental e comercial. Apesar disso, The Cure é uma óptima canção pop, um êxito de verão. A sua produção é bem alusiva ao que toca agora mas tem aquela coisa que soa Gaga, tu sabes que é ela assim que ouves. As influências no R&B dos anos 90 são muito perceptíveis também, Mariah Carey deve estar orgulhosa.

A Letra:
Este single pode ser o mais comercial da sua carreira, mas não é por isso que a sua letra seja completamente inútil como muitas músicas pop recentes que por aí andam. The Cure inclui aquela composição reconfortante que só Gaga sabe fazer. A artista dedica esta canção aos seus fãs, pois tal como eles foram a cura para a sua depressão, ela também os quer curar de qualquer problema que tenham (''If I can't find the cure, I'll // I'll fix you with my love // No matter what you know, I'll // I'll fix you with my love // And if you say you're okay, I'm gonna heal you anyway // Promise I'll always be there // Promise I'll be the cure''). É incrível como as músicas dela são sempre precisas nos tempos em que vivemos. The Cure vem no momento certo pois 13 Reasons Why acabou de estrear na Netflix, e sendo a mesma uma série anti-bullying e anti-suicídio, isso permite Gaga a ter mais um hino de empoderamento para o público.

A Actuação (Coachella):
O instrumental começa e vemos logo uma Gaga completamente feliz a abanar o braço enquanto grita ''TURN IT UP!''. Se alguma vez tiverem dúvidas de que ela é forçada a lançar algo que não queira, desistam dessa ideia. Lady Gaga abraça qualquer lançamento seu com bastante carinho porque o trabalho é todo seu, mesmo que seja uma faixa muito comercial. Usando apenas um body preto, collants a condizer, botas e uma sweatshirt rosa, Gaga encantou o público do Coachella com uma actuação simples do seu novo single. Não houve coreografia, ela não se movimentou muito (nervosismo, talvez?) e esteve quase sempre quieta no seu sítio (porém, durante o final, ela andou mais pelo palco), mas a sua expressão era de felicidade. Notava-se a milhas que ela estava feliz ao partilhar esta nova fase de sua carreira com os seus fãs - um exemplo: no meio da actuação, ela diz à audiência algo como, ''I love you so much (...) I've been through so much but you cure me everyday with your love''. A sua voz soou fantástica como sempre. Coisa que ela faz melhor, é cantar bem ao vivo. Facto interessante: a sua sweatshirt tinha uma imagem, que também foi usada no vídeo de introdução do concerto... será que é um hint deste relançamento do Joanne?


Podem ver o vídeo aqui (créditos ao canal The New Music Buzz):

Conclusão:
Como grande Little Monster que sou (se já não tinham reparado antes... xD), adoro The Cure. Mas não é por ser grande fã que vou defender tudo o que ela faz, obviamente. Eu sei que este lançamento foi pensado, não foi algo ao calhas que ela decidiu pôr à venda só porque sim. Por muito bom que o Joanne seja - tinha muitas mais canções que deviam ter sido promovidas, especialmente Dancin' In Circles - não foi o suficiente para voltar a por Gaga no mercado. Ela precisava do passo certo, uma última esperança para não desvanecer como metade dos seus colegas dos anos 2000. The Cure é isso. Vamos esperar que ela consiga obter bons resultados (não que isso importe claro!). Que venha esse EP pop do Joanne, estou pronto.



Hello! First of all I'm sorry for not posting in these last two weeks, I had a lot to study. But I'm back with another review of a very unexpected single! Our mother monster performed recently at the south-american music festival Coachella and not only she did a Youtube livestream for the whole world to see, but she also prepared a lot of suprises. The concert lasted an hour and a half and featured several of the singer's hits, from Just Dance to Millions Reasons, and four outift changes. Some songs, that weren't promoted as singles but left a mark on her career, were also performed, such as Speechless, Teeth, Scheisse, Venus, Sexxx Dreams, John Wayne and A-Yo. However, the night's big gift was the unexpected performance of a new one, The Cure, the singer's return to dance-pop. After the show, the song was made available for purchase in all digital markets and was singled out as Gaga's new single. But... what about Joanne Era, where does it stand in all of this?

The Song:
The release of The Cure was clearly a cleverly strategic step to put Gaga back on the radios. It is certain that Million Reasons had impact but not as much as her previous hits, while Perfect Illusion didn't have any visibility. The Joanne album is still selling well worldwide, but at this moment Gaga doesn't have that powerful song playing on radios 24/7. But don't you worry, this isn't the end of its Era. Joanne should have a re-release just like it happened with The Fame. A second part of the album but more pop. Gaga always wanted to do that, a project divided in two parts: experimental and commercial. Despite this, The Cure is a great pop song, a summer hit. Its production is quite allusive to what's current now but it has that thing that sounds Gaga, you know it's her as soon as you hear it. The 90's R&B influences are very perceptible as well, Mariah Carey must be proud.

The Lyrics:
This single might be the most commercial one from her career, but that's not why its lyrics are completely useless like many recent pop songs out there. The Cure includes that comforting composition that only Gaga knows how to do. The artist dedicates this song to her fans because just like they were the cure for her depression, she also wants to cure them from any trouble they're having (''If I can't find the cure, I'll // I'll fix you with my love // No matter what you know, I'll // I'll fix you with my love // And if you say you're okay, I'm gonna heal you anyway // Promise I'll always be there // Promise I'll be the cure''). It's incredible how her songs are always accurate in the times we're living. The Cure comes in the right moment because 13 Reasons Why just premiered on Netflix, and since it's an anti-bullying and anti-suicide tv series, this allows Gaga to have one more empowering anthem for the public.

The Performance (Coachella):
The instrumental starts to play and already see a completely happy Gaga shaking her arm while screaming ''TURN IT UP!''. If you ever doubt that she's forced to release something she doesn't want, give up on that idea. Lady Gaga embraces every of her releases with affection because the work is all hers, even if it's a very commercial track. Wearing just a black body, matching collants and a pink sweatshirt, Gaga enchanted the Coachella public with a simple performance of her new single. There wasn't choreography, she didn't move much (nervousness, maybe?) and was often quiet on her place (but during the end, she walked the stage more), but her expression was of happiness. It was quite noticeable that she was happy to share this new phase of her career with her fans - an example: in the middle of the performance, she says to the audience something like, ''I love you so much (...) I've been through so much but you cure me everyday with your love''. Her voice sounded fantastic as always. What she does best is singing well live. Interesting fact: her sweatshirt had an image, which was also used in the concert's introduction video... is it a hint of Joanne's re-release?


*You can watch the video up there in the PT ver. / Credits to The New Music Buzz*


Conclusion:
As a big Little Monster (if you didn't had noticed before... xD), I love The Cure. But it's not a reason for me to defend everything she does, obviously. I know that this release was well thought, it wasn't something that she randomly decided to put out just because. As good as Joanne is - there were many more songs that should have been promoted, especially Dancin' In Circles - it wasn't enough to get Gaga back on the market. She needed the right step, a last hope so she wouldn't dissapear just like half of her 2000's peers. That is The Cure. Let's hope she can get good results (not that it matters of course!). Let that Joanne's pop EP come, I'm ready.