domingo, 29 de outubro de 2017

[#Exclusive] Interview with DJ duo TMDA


Vocês provavelmente devem-se estar a questionar neste momento, ''mas quem são os TMDA?''. Toni Mendi e Danny Arranda são um duo de DJs, nativos de Espanha, que têm como objectivo vingar no mercado da música electrónica. À uns meses atrás, eu fui contactado por Toni (o representante da dupla) no Instagram, pois ele estava a fazer promoção ao seu projecto musical com Danny. Após algumas trocas de mensagens, eu propus uma entrevista com eles com o intuito de vocês ficarem a conhecer melhor o seu trabalho, como também ajudá-los a exporem-se a outro tipo de audiência. Tive sorte, eles aceitaram. Demorou o seu tempo, mas finalmente cá está: a minha primeira entrevista no blog! Introduzo-vos então, TMDA :)


Luís: Antes de mais, quero-vos perguntar como estão?
Danny: Olá Luís! Estamos bem, e tu?
Luís: Também, obrigado :) Como é que vocês se conheceram? Como começou este duo?
Toni: Bem... é uma longa história! Mas resumindo, conhecemos-nos numa discoteca à uns 4/5 anos atrás quando eu estava a trabalhar como manager dessa discoteca e o Danny estava a actuar no espectáculo de entretenimento da noite. Eu já o tinha visto na TV. Ele apareceu num programa tipo Got Talent, onde mostras o teu talento, fazendo uma perfomance louca com acrobacias e outras coisas alucinantes. Ouvi dizer que ele vivia perto por isso liguei-lhe. Trocámos números de telemóvel e foi isso! 4 anos depois, eu decidi estudar numa escola de Pioneer DJ em Barcelona. Depois disso, ele perguntou-me se o curso foi bom, a minha experiência foi incrível por isso disse-lhe para estudar lá sem sombra de dúvidas. Quando ele terminou o curso, eu decidi ligar-lhe para criar um duo de DJ+SPEAKER. Ele disse logo que sim e depois... bem, um ano mais tarde e cá estamos nós.
Luís: Podem-me dizer um pouco mais sobre vocês?
Toni: Eu estudei cinema, mas um dia a minha vida mudou completamente quando me propuseram para ser manager numa discoteca na costa, frequentada por muitos turistas, de segunda a domingo. Aprendi lá algumas das línguas que falo agora. No meu tempo livre, eu era o RP da discoteca e senti que isso era a minha paixão. Agora eu tenho o meu próprio espaço dentro duma discoteca ao ar livre. E, obviamente, tenho o duo. Estamos a fazer os possíveis para acontecermos :)
Luís: O que vos fez escolher música electrónica?
Danny: Bem, ambos gostamos deste tipo de música. Por isso decidimos juntar forças e TMDA (Toni Mendi & Danny Aranda) começou a crescer.
Luís: Quais artistas vos inspiram?
Toni: Muitos deles de facto, mas mais os de EDM. Por exemplo, um dos nossos grandes ídolos são Dimitri Vegas & Like Mike, que também são um duo DJ+SPEAKER, da Bélgica. Eles actuam como convidados especiais em alguns dos maiores festivais de EDM, como Tomorrowland ou o Ultra Music Festival. Eles têm uma energia fantástica no palco. Eles estiveram em número um nos Tops de DJ's. Merecem todos as coisas boas que lhes estejam a acontecer.
Luís: Vocês planeiam em trabalhar com outros artistas? Com quem gostariam de colaborar?
Toni: Claro, seria óptimo! Nós temos alguns projectos interessantes com DJ's, cantores e produtores talentosos e precisamos de nos focar em qual deles devemos começar primeiro. Mas em primeiro lugar, estamos a dar 100% no nosso próximo grande projecto como duo. Mas acredita, em breve aparecerão algumas colaborações loucas, haha.
Luís: Ficarei atento! Estão a preparar algum EP ou álbum neste momento? Quando irá saír?
Danny: SIM! Neste momento, vamos começar com um EP, quem saberá depois... Ainda estamos a acabá-lo, por isso a nossa missão por agora é acabar o nosso primeiro EP, juntos.
Luís: Como é o vosso processo de trabalho em canções? Contem-me tudo!
Toni: Como vivemos 60kms longe um do outro, nós fazemos as coisas básicas separadamente. Assim que temos tudo, nós encontramos-nos e juntamos forças uma vez mais para fazer um excelente trabalho.
Luís: Planeiam em trabalhar com outros produtores? Se sim, quem?
Danny: Já estamos a fazê-lo! O Toni também é cantor, por isso contactámos o produtor dele, que é bem famoso na Espanha, e ele está a ajudar-nos com o nosso primeiro EP. Estamos muito ansiosos!
Luís: Fico feliz em saber isso :) Planeiam ir em digressão? Que países gostariam de visitar?
Toni: Claro, isso seria o nosso sonho! É por isso que estamos a tentar acabar o EP para começar a trabalhar juntos na nossa digressão mundial. Gostariamos de visitar qualquer lugar que nos desse oportunidade de mostrarmos o nosso talento. Por isso... todos os países são bem-vindos!


Luís: Qual foi o vosso lugar favorito para tocar até agora?
Toni: Nós temos diferentes lugares ''favoritos'', lugares onde te sentes em casa. E mais importante, lugares que te ligam de volta para tocar outra vez, o que é um must nesta carreira, um must se queres ser sucessivo no que fazes. Apenas para nomear um, Lloret de Mar é a cidade perfeita para o que fazemos, festivais alucinantes acontecem lá e nós tivemos o prazer de actuar lá como convidados principais, juntamente com alguns dos artistas EDM mais importantes do mundo! O que foi DE LOUCOS! O sítio estava lotado, cheio de turistas de todo o mundo, localidade fantástica ao pé da praia, época de verão... sentimos-nos mesmo muito entusiasmados, sortudos e mais poderosos que nunca. O mais incrível foi que, após actuarmos durante horas, o manager da discoteca mais o dono propuseram sermos os próximos DJ+SPEAKER residentes da discoteca.
Luís: Isso é fantástico! Estou mesmo contente por vocês! Vocês vêem-se a serem comerciais um dia? É esse o vosso objectivo?
Danny: O nosso objectivo é fazer o que fazemos actualmente mas num modo profissional, isto é, dedicarmos 24 horas do nosso tempo a ser um duo DJ+SPEAKER.
Luís: Eu notei que fizeram um remix da canção de Alan Walker, Alone. Já tentaram enviar-lhe para ele notar no vosso trabalho?
Toni: Sim fizemos mas sentimos-nos um pouco tímidos a enviar-lhe. Hoje em dia, é dificil tornar-se famoso nestas situações, a nossa expectativa é que se mandarmos ele poderá nem ouvir porque deve estar muito ocupado com a sua carreira. Mas isso é uma boa ideia que talvez possamos tentar.

Luís: Nada como tentar :). Têm algum single para breve? O que as pessoas podem esperar de vocês?
Toni: Podem esperar uma boa faixa, preparada com muita paixão, dedicação e muitas horas de trabalho. Espero que as pessoas possam apreciá-la e o mais importante, que gostem e nos apoiem com ela.

Luís: Visto que são ambos espanhóis, o que acham da fama súbita de Despacito? Sentem-se gratos pelas rádios prestarem mais atenção a música latina?
Toni: Nós respeitamos todos os estilos de música, latina, deep house, edm... por isso achamos que se as pessoas gostam, porque não haveria de ser número um? Claro que também queremos ser número um com a nossa próxima faixa, haha.
Luís: O que têm ouvido recentemente? Quais os vossos álbuns ou canções favoritos neste momento?
Danny: Temos bastantes, não seria justo dizer apenas um ou dois. Há muitos artistas que merecem essa menção.
Luís: Onde as pessoas vos podem encontrar? Digam-me todas as vossas redes sociais :D

Danny: No nosso website, encontrarão tudo: www.tmdaofficial.com, vídeos, fotos, sessões ao vivo, soundcloud... estamos em todo o lado!
Luís: Vão tocar em algum lugar no futuro? Digam-me todas as vossas datas para eu poder partilhar com os meus seguidores!
Toni: Neste momento, estamos a tocar maioritariamente em Espanha, na nossa zona. Mas algumas companhias contactaram-nos para futuros concertos em alguns lugares, que ainda não estão assinados mas em breve partilharemos com o mundo.
Luís: Por último mas não menos importante, o que podem dizer às pessoas que se querem tornar DJs? Têm algumas dicas?
Danny: Trabalhar muito, muito e muito. Nós ainda estamos a fazê-lo e esperamos que todo esse trabalho árduo se torne em algo mágico um dia.



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You probably are asking youselves at the moment, ''but who are TMDA?''. Toni Mendi and Danny Arranda are a DJ duo, natives from Spain, who aim to suceed in the electronic music market. A few months ago, I was contacted by Toni (the duo's representative) on Instagram, as he was doing promotion to his music project with Danny. After a few exchanges of messages, I proposed an interview with them in order for you to get to know their work better, as well help them expose themselves to another type of audience. I was lucky, they accepted. It took time, but it's finally here: my first blog interview! I introduce you then, TMDA :)


Luís: First of all, I wanna ask how are you?
Danny: Hi Luís, we're pretty good thanks, and you?
Luís: I'm good also, thanks :). How did you two meet? When did this duo began?

Toni: Well, it’s a long story! But long story short, we met in a club like 4-5 years ago when I was working at that club as a manager and Danny was performing at the entertainment show of the evening. I had already seen him on TV. He appeared on a tv show like Got Talent, where you show your skills, doing a crazy perfomance with somersaults and crazy stuff. I heard he lived in the area so I called him. We exchanged phone numbers and that was all! 4 years later, I decided to study in a Pioneer DJ School from Barcelona. After that, he asked if the course was good, my experience was incredible so I told him with no doubt to study there. One day, after he finished the course, I decided to call him, I wanted to make a duo DJ+SPEAKER, he said yes straight ahead and then… well, we're here 1 year after that.
Luís: Can you tell me a little bit about yourselves?
Toni: I studied cinema but one day my life completely changed when they proposed me to be the manager at a club in the coast, with lots of tourists, from monday till sunday. There I learnt some of the languages I speak. In my free time I was the speaker/MC from the club and I felt that was my passion. Now I have my own space inside an open air club near barcelona and obviously the duo, we're doing our best to make it happen :).
Luís: What made you choose electronic music?

Danny: Well, both of us like this kind of music. So we decided to join forces and TMDA (Toni Mendi & Danny Aranda) began to start growing.
Luís: What artists inspire you?
Toni: A lot of them in fact, but more the EDM ones. For example, one of our big idols is Dimitri Vegas & Like Mike, they're also a DJ+ SPEAKER duo, from Belgium. They perform as main guests in some of the biggest EDM festivals, like Tomorrowland or Ultra Music Festival. They have an amazing energy at the stage, they were nº1 at the Top DJ’s. They deserve all that good stuff that's happenning to them.
Luís: Do you plan on working with another artists? Who do you wanna collaborate with?
Toni: Of course, it would be awesome! We have some interesting projects together with talented DJ’s, singers and producers, and we need to focus which one we should start first. But first things first, we're now 100% working in our big next project as a duo. But believe us, soon will appear some crazy featured stuff, haha.
Luís: I will stay tuned! Are you preparing an EP or a full album at the moment? When does it come out?
Danny: YES! For the moment we'll start with an EP, who knows after... We're still finishing it so our mission now is to finish our first EP together.
Luís: How is your process of working on songs? Tell me all about it!
Toni: As we live 60 kms away one from the other, we do the basic things separately. Once we have it, we meet and once again join forces to make a great job.
Luís: Do you plan on working with another producers? If yes, who?
Danny: We're already doing it! Toni's a singer as well, so we contacted his producer, which is quite famous in Spain, and he’s helping us with our first EP. We're really excited!
Luís: I'm glad to know that :). Do you plan going on tour? What countries would you like to visit?
Toni: Of course, that would be our dream! That’s why we're trying to finish the EP to start working on our worldwide tour together. We would like to visit any place that give us the chance to prove our talent. So… all the countries are welcome!



Luís: What was your favorite place to play so far?
Toni: We have different “favorite” places, places where you feel like at home. And most important, places that they call you back to play again, which is a must in this career, a must if you want success on what you do. Just to name one, Lloret de Mar is a perfect city for what we do, crazy festivals happen there and we had the pleasure to perform there as the main guests, together with some of the most important EDM artists in the world! It was INSANE! The place was packed, full of tourists from all over the world, amazing location near the beach, summertime… we really felt overwhelmed, lucky, and more powerful than ever. The incredible thing was that, just after hours of performing
, the club manager and the owner proposed us to be the next resident DJ+ SPEAKER duo of the club.
Luís: That's great! I'm really happy for you! Do you see yourselves being commercial someday? Is that your goal?
Danny: Our goal is to do what we do now but in a professional way. I mean, dedicating 24 hours of our time being a DJ+SPEAKER duo.
Luís: I  noticed that you did a remix of Alan Walker's song Alone. Have you tried sending it to him so that he notices your work?
Toni: Yes we did but we feel a bit shy sending it to him. Nowadays is difficult to become famous in this thing, and our expectation is that if we send it he’s not even gonna listen to it because he must be so busy with his career. But that’s a really good idea that maybe we can try.
Luís: Is there an official single in the works? What can people expect from you?
Toni: They can expect a good track, prepared with a lot of passion, dedication, and lots of hours of work. We hope people can appreciate it, and most important that they like it and support us with it.

Luís: Since you both are spanish, what do you think about the rising fame of Despacito? Do you feel glad that worldwide radios are paying more attention to latin songs?
Toni: We respect every single style of music, latin, deep house, edm… so we feel if the people like it, why shouldn’t be world number one? Of course we also wanna be number one with our next track, haha.

Luís: What have you been listening lately? What's your favorite album or song right now?
Danny: We have lots of them, saying only one or two wouldn’t be fair. There are a lot of artists that deserve this mention.
Luís: Where can people find you? Tell me all your social medias :D
Danny: In our website you can find everything: www.tmdaofficial.com, videos, pics, live sessions, soundcloud… we are everywhere!
Luís: Are you playing any shows in the future? Tell me all your dates so I can share it to my followers!
Toni: For the moment we're playing mainly in Spain, in our area. But a couple of companies contacted us for future gigs in some places that aren't signed yet but soon we can share it to the world.

Luís: Last but not least, what can you say to people who wanna become DJs? Do you have some tips for them?
Danny: Work hard, hard and hard. We're still doing it, and we hope all that hard work becomes something magical someday.




Espero que tenham gostado! / I hope you liked it!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

[#Review] Fifth Harmony, ''Fifth Harmony''

Epic Records; Syco Music // 2017


O que acontece quando um dos girlgroups mais sucessivos deste milénio perde um dos seus membros mais famosos? O grupo cai ou torna-se mais forte? Se pensaram na primeira opção, risquem-na. Fifth Harmony é quinteto apenas no nome. Por muito que custe a todos os que seguem a carreira delas desde o X-Factor USA, o grupo soa muito mais coeso como quarteto. Camila tornava 5H demasiado pop, enquanto que a vibe de Lauren, Dinah, Normani e Ally sempre gravitou mais para o urban-pop e o R&B moderno. Agora, ambos actos podem explorar os estilos musicais que tanto gostam, e toda a gente devia estar feliz com isso. Camila saiu, mas nem todas as notícias são más. As quatro meninas estão de volta com o seu terceiro álbum auto-intituladoPromovido pelos singles Down (feat. Gucci Mane), Angel e He Like That, este novo disco promete uma imagem mais unida do grupo. Elas até tiveram oportunidade de compor! Não, não é uma indirecta. É um statement. Fifth Harmony continuam vivas e não pretendem acabar tão cedo. Como amigas, elas estão muito mais próximas do que nunca, mas será que isso se reflecte neste novo álbum? Vamos descobrir!


#1 DOWN (feat. Gucci Mane) - Down faz um bom trabalho em continuar o estilo de 7/27, enquanto apresenta também uma nova imagem para 5H. Contudo, devo admitir que é o single mais fraco da carreira delas. É uma réplica total de Work From Home. Mas se olharmos para a canção como a terceira parte de uma trilogia (Worth It/Work/Down), melhora um pouco a situação. No geral, é um nice jam sobre amor incondicional. A mensagem que tenta passar é fofa (''Long as you're holding me down, down, down // I'm gonna keep loving you down, down, down''). Os versos de Gucci são interessantes, surpreenderam-me pela positiva (ele até menciona a sua filha e mulher, que amor!).



#2 HE LIKE THAT - As Fifth Harmony gostam de expor a sua sensualidade e não têm vergonha nisso (nem deviam tbh...). Depois de estarem down para amar os seus boys incondicionalmente, elas estão agora down para bons momentos na cama com eles, JUST SAYIN'. Eles gostam, ao que parece (''He trip when he on it, one taste and he want it''). He Like That lembra-me imenso o single delas Flex, mas numa vibe mais slow e matura. Os vocais delas soam mais confiantes e tudo. Definitivamente uma das melhores do álbum, devia ter sido o primeiro single.



#3 SAUCED UP - As influências no R&B começam cedo em Sauced Up, que é daqueles jams que lembram os good old days das Destiny Child. Elas até podiam atirar uma referência a Bootylicious que ninguém se queixaria! O grupo já tinha cantado sobre festejar e álcool antes, mas não soava tão real como agora. Eu sinto a energia delas nesta faixa e quero-me juntar à festa também!

#4 MAKE YOU MAD - 5H explorou bastante o tropical-house no seu álbum anterior, o que resultou em muitas músicas boas. Em Make You Mad, esse som está de volta mas tem à mistura a vibe R&B que elas tanto adoram. O drop depois do refrão é icónico, dá uma grande vontade de dançar. A letra é bem playful e sassy, algo que elas sabem bem fazer (''I'm gonna make you miss me // I'm gonna make you so mad // I'm gonna make sure I'm the best you've ever had'').

#5 DELIVER - MELHOR MÚSICA DO ÁLBUM! Tal como o título indica, elas sabem como ''entregar''. A canção já começa com uma produção do caraças e só melhora a partir daí. Com Ally como principal, Deliver é full-on R&B, sem tirar nem pôr. Um bom throwback aos jams perdidos no tempo e que já quase ninguém explora infelizmente. Incrível!



#6 LONELY NIGHT - É impressão minha ou estou a ouvir Britney nos tempos de In The Zone? Estou a sonhar, só pode! Felizmente, não é sonho nenhum. Fifth Harmony trouxe de volta a melhor era de Britney para uma faixa cheia de garra. Lonely Night tem reggae, tem R&B, tem urban-pop, tem tudo. Os vocais delas soam agressivos, mas um pouco melancólicos também. Mas a sassyness não desaparece, elas não têm problemas em mandar o bad boy embora, shashay away (''If you don't treat your mamma right // Bye-bye, bye-bye // If you got another chick on the side // Bye-bye, bye-bye'').

#7 DON'T SAY YOU LOVE ME - Fifth Harmony soam sempre melhor quando cantam baladas, é um dos seus fortes. Esta não é diferente. Don't Say You Love Me é uma boa aposta como single. Até agora elas nunca lançaram uma música mais calma para as rádios e esta tem o perfil perfeito para a altura do outono/inverno. Este lado mais intimo/acústico combina muito bem com os elementos de R&B que elas têm explorado durante o álbum todo. Adoro também como todas têm o seu devido spotlight.

#8 ANGEL - Quem disse que elas são anjos? Não subestimem Fifth Harmony, pois elas podem surpreender. Em toda a sua carreira, elas nunca tomaram tantos riscos como em Angel. A produção é incrível e grande, tem elementos de R&B/hip-hop, mas mantém a esquizofrenia electrónica que só Skrillex sabe fazer. O grupo também expõe toda a sua atitude na letra, que está cheia de indirectas para o ex (''Open your eyes, I'm more brilliant than you'll ever be'').



#9 MESSY - Não sei porquê, mas Messy lembra-me imenso Squeeze, uma das faixas do álbum 7/27. Talvez pela sua produção confortante e os vocais suaves delas. Esta faixa é o throwback perfeito ao pop/R&B dos anos 2000, consigo até ouvir Pussycat Dolls a cantá-la (de facto, Messy tem algumas parecenças com Stickwitchu). Na letra, o quarteto canta sobre as suas imperfeições e como as mesmas as fazem humanas (''I can be cruel sometimes, outta my mind // Insecure and out the door // I am who I am and you won't have to wonder'').

#10 BRIDGES - Bridges é a faixa mais importante neste álbum. Nos tempos em que vivemos actualmente, é essencial termos artistas activistas, preocupados com o futuro da humanidade. Numa era em que tudo parece tão negro, Fifth Harmony acalmam os nossos corações com esta power ballad esperançosa sobre união e amor pelo próximo. Em vez de construirmos paredes entre nós, porque não construirmos pontes (''No, we won't separate // We know love can conquer hate // So we build bridges // Bridges, not walls'')? Fica a dica...

Fifth Harmony não irá caír em desgraça como grupo, só irão crescer mais e mostrar ao público a sua força e harmonia. Mas em termos de popularidade... é possível que não seja tão grande como antes... Quando Camila saiu, metade da fandom foi com ela, o que causou alguma quebra na fama do novo quarteto. Contudo, não são as vendas que contam, mas sim a qualidade. E acreditem, este álbum tem muita. É o melhor da carreira delas, nota-se que foi feito em conjunto. O facto delas todas terem participado na composição e co-produção ajuda a notar isso. A oportunidade foi-lhes dada e elas aproveitaram ao máximo. O resultado foi um trabalho coeso, pessoal, natural, unânime e verdadeiro. Elas estão todas na mesma direcção e isso é óptimo. Depois de dois álbuns em que o destaque maior era a voz de Camila, é bom ouvir as outras a brilharem mais. Cada uma tem o seu merecido tempo de antena e ainda houve espaço para bastantes harmonias (finalmente fazem jus ao nome!). A produção correlaciona-se bem com os tons vocais delas e é engraçado como algumas delas experimentam formas diferentes de cantar que não tinham tentado antes (Ally a fazer rap, Lauren e Dinah a cantar num tom mais alto, Normani a cantar em tons mais baixos). Elas não precisam de um novo quinto membro, nem precisam de ir a solo para salvar a sua carreira. Fifth Harmony está bem como está. Que venham mais álbuns como este!

PS: Não há deluxe version :(. Infelizmente, este álbum contém apenas 10 faixas.



What happens when one of the most successful girlgroups of this millenium loses one of their most famous member? Do they fall or become stronger? If you thought the first option, erase it. Fifth Harmony is a quintet only in its name. The group sounds much more cohesive as a quartet, as much as it hurts to all to who follow their career since X-Factor USA. Camila made 5H too pop, while Lauren's, Dinah's, Normani's and Ally's vibe always gravitated towards urban-pop and modern R&B. Now both acts can explore the musical genres they all love, and everyone should be happy about it. Camila left, but not all news are bad. The four girls are back with their third self-titled album. Promoted by the singles Down (Gucci Mane), Angel and He Like That, this new record promises a more united image of the group. They even had the opportunity to write! No, it's not a shade. It's a statement. Fifth Harmony are still alive and don't wanna end soon. As friends, they are much closer than ever, but is that reflected on this new album? Let's find out!



#1 DOWN (feat. Gucci Mane) - Down does a good job of continuing the 7/27 style, while also introducing a new image for 5H as well. However, I must admit this is their weakest single of their career. It's a total replica of Work From Home. But the situation gets a bit better if we look at the song as the third part of a trilogy (Worth It/Work/Down). Overall, it's a nice jam about unconditional love. The message it's trying to get by is cute (''Long as you're holding me down, down, down // I'm gonna keep loving you down, down, down''). Gucci's verses are interesting, I was really surprised (he even mentions his daughter and wife, how sweet!).

#2 HE LIKE THAT - Fifth Harmony like to expose their sensuality and aren't ashamed of it (they shouldn't tbh...). After being down to loving their boys unconditionally, they are now down to good bed times with them, JUST SAYIN'. They like it, so it seems (''He trip when he on it, one taste and he want it''). He Like That reminds me a lot of their single Flex but with a more slower and mature vibe. Their vocals sound even more confident. Definitely one of the best on the album, it should've been the first single.

#3 SAUCED UP - Influences on R&B start early on Sauced Up, which is one of those jams reminiscent of Destiny Child's good old days. They could even toss a reference to Bootylicious that no one would complain about it! The group had already sing about partying and alcohol before, but it didn't sound as real as now. I feel their energy on this track and I wanna join the party too!

#4 MAKE YOU MAD - 5H has extensively explored tropical-house on their previous album, which has resulted in many good songs. In Make You Mad, that sound is back but with the R&B vibe they love so much. The drop after the chorus is iconic, it gives you a great desire to dance. The lyrics are very playful and sassy, ​​something they know how to do well (''I'm gonna make you miss me // I'm gonna make you so mad // I'm gonna make sure I'm the best you've ever had'').

#5 DELIVER - BEST SONG ON THE ALBUM! As the title indicates, they know how to ''deliver''. The song already begins with a mind-blowing production and only improves from there. Deliver, a song that Ally leads, is full-on R&B, no doubt about it. A good throwback to the jams lost in time and that almost no one hardly ever explores. Amazing!
#6 LONELY NIGHT - Is it just me or am I listening to Britney in In The Zone era? I'm dreaming, right? Fortunately, it's no dream at all. Fifth Harmony brought back the best Britney era to a track full of fierceness. Lonely Night it's reggae, it's R&B, it's urban-pop, it's everything. Their vocals sound aggressive but a little melancholy as well. However their sassyness doesn't disappear. They have no problem sending the bad boy away, shashay away (''If you don't treat your mamma right // Bye-bye, bye-bye // If you got another chick on the side // Bye-bye, bye-bye'').

#7 DON'T SAY YOU LOVE ME - Fifth Harmony always sound better when they sing ballads, it's one of their strengths. This is no different. Don't Say You Love Me is a good single choice. So far they've never released a calmer song for the radios and this one has the perfect profile for fall/winter time. This intimate/acoustic side matches nicely with the R&B elements they've been exploring throughout the entire album. I also love how they all have their due spotlight.

#8 ANGEL - Who said they were angels? Don't underestimate Fifth Harmony, as they may surprise you. Throughout their career, they've never taken as many risks as they did in Angel. The production is incredible, it's R&B/hip-hop but maintains the electronic schizophrenia that only Skrillex knows how to do. The group also exposes all their attitude in the shout-out-to-my-ex-esque lyrics (''Open your eyes, I'm more brilliant than you'll ever be'').

#9 MESSY - I don't know why but Messy reminds me a lot of Squeeze, one of the tracks on the 7/27 album. Perhaps for its comforting production and their soft vocals. This track is the perfect throwback to the 2000s pop/R&B. I can even hear Pussycat Dolls singing it (in fact, Messy has some resemblance to Stickwitchu). The lyrics are about the quartet's imperfections and how it makes them human (''I can be cruel sometimes, outta my mind // Insecure and out the door // I am who I am and you won't have to wonder'').

#10 BRIDGES - Bridges is the most important track on this album. In the times we live today, it's essential to have activist artists who are concerned about the future of humanity. At an age when everything seems so black, Fifth Harmony soothe our hearts with this hopeful power ballad about union and love for the ones next to us. Instead of building walls between us, why not build bridges (''No, we won't separate // We know love can conquer hate // So we build bridges // Bridges, not walls'')? Just a tip...

Fifth Harmony won't fall into disgrace as a group, they will only grow more and show the audience their strength and harmony. But in terms of popularity... it may not be as huge as before... When Camila left, half the fandom went with her, which stirred a certain fall in the new quartet's fame. But the sales don't matter, only the quality. And believe me, this album has a lot of it. It's the best of their career. We can all notice they worked on this together. The fact that they all participated in the composition and co-production helps noticing that. The opportunity was given to them and they made the most of it. The result was a cohesive, personal, natural, unanimous and truthful effort. They're all in the same direction and that's great. Camila's voice was the main highlight in the two previous albums, so it's good to hear the others shine brighter. Each one has its well deserved spotlight and there was still room for a lot of harmonies (they finally live up to their name!). The production correlates well with their vocal tones and it's funny how some of them try different ways of singing they hadn't tried before (Ally doing rap, Lauren and Dinah singing a higher tone, Normani singing in lower tones). They don't need a new fifth member, nor do they need to go solo to save their career. Fifth Harmony is fine as it is. Let there be more albums like this!

PS: There is no deluxe version :(. Unfortunately this album contains only 10 tracks.




Stream / Listen here:

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

[#Review] Kesha, ''Rainbow''

RCA Records/Kemosabe Records // 2016


Kesha é uma das popstars mais conhecidas do mundo da música. Foi das únicas a conseguir Top 10 hits consecutivos entre 2010 a 2012, neles incluíndos Tik Tok (que quebrou recordes por estar em número um durante nove semanas), Blah Blah Blah (feat. 3OH!3), Your Love Is My Drug, Take It Off, We R Who We R, Blow, Die Young, entre outros. Mesmo sendo bastante criticada pelo seu excessivo uso de auto-tune, o seu estilo carefree e trashy e as suas actuações alucinantes, Kesha deixou a sua marca. A sua presença nas rádios, discotecas, televisão e redes sociais era imensa e a sua vibe party-girl tornou-se moda, algo que todos os cantores pop quiseram seguir. O problema é que durante esse tempo todo, ela cantava e mostrava uma imagem que não correspondia assim tanto com a realidade. Sim, ela é louca. Sim, ela gosta de álcool. Sim, ela adora homens com barba. Sim, ela gosta de festejar. Mas não da forma exagerada que se promovia. Era no estilo musical onde Kesha não tinha qualquer liberdade. Apesar de todas as suas canções serem autoria sua, muitas delas foram forçadas. O estilo musical que ela sempre quis explorar é o rock e o country, porém nunca lhe foi dada tal oportunidade visto não ser o ideal para as rádios da altura. Basicamente ela teve de tornar todas as suas influências musicais (Bob Dylan, Johnny Cash, Dolly Parton, T-Rex, Beach Boys, etc) em músicas electro-pop. Este ano, depois de quatro anos a lutar pela sua liberdade, Kesha finalmente conseguiu lançar o álbum que sempre sonhou fazer. Rainbow é apenas o seu recomeço.


#1 BASTARDS - Normalmente um álbum nunca começa com uma uma música mais calma, é um pouco arriscado. Mas de facto faz sentido Bastards ser a abertura de Rainbow. Nesta faixa acústica sentimental, Kesha expõe as suas feridas de anos e anos de bullying e sofrimento, porém reafirma-se como uma guerreira (''But they won't break my spirit, I won't let ’em win''), aconselhando o ouvinte a fazer o mesmo (''Don't let the bastards get you down, oh no // Don’t let the assholes wear you out // Don't let the mean girls take the crown // Don't let the scumbags screw you 'round''). Nos últimos segundos, enquanto Kesha canta uns quantos na na na's, a faixa cresce para algo mais upbeat e mais esperançoso, com batidas e percussões que nos remetem aos êxitos dos Beatles. Uma das mais belas canções da carreira dela.

#2 LET 'EM TALK (featuring Eagles of Death Metal) - Uma coisa que Kesha sempre quis fazer e não pôde era mostrar o seu lado roqueiro. Rainbow foi o álbum certo para isso acontecer e ela guardou todo esse fôlego para Let 'Em Talk, uma faixa punk-rock cheia de atitude. É impossível ficarmos quietos com a energia constante de Kesha. A mensagem é clara: o que os outros dizem não importa, vive a tua vida como desejas e faz aquilo que mais gostas (''Do whatever makes you happy // And screw everything else if you ask me'').

#3 WOMAN - A eleição de Trump inspirou Kesha a compor um empowering jam para todas as mulheres que se sentem discriminadas. ''I'm a motherfucking woman!,'' grita a cantora de Nashville nesta explosiva faixa, que junta o country-pop com um pouco de funk/soul. Woman tem ainda como convidado o grupo de trompetes The Dap-Kings Horn, que foi óptima adição! Um bop destes <3.



#4 HYMN - Apontada como segundo single oficial, Hymn é a faixa mais pop de todo o disco. É uma combinação de ''old Kesha'' com ''new Kesha''. Consigo ver Lorde, Halsey, ou Tove Lo a cantar Hymn devido à sua vibe alternativa. Não é das minhas favoritas, mas adoro a sua mensagem de inclusão (''This is a hymn for the hymnless''). É uma faixa bem moderna, irá manter Kesha presente nas rádios.



#5 PRAYING - Fiz review completa sobre Praying quando foi lançada. Podem rever esse post aqui: Kesha, ''Praying'' (Special Review)Ela escolheu mesmo a melhor música para primeiro single, esta faixa tem um impacto gigante. Ninguém pode passar despercebido. Comeback do ano.



#6 LEARN TO LET GO - Vou começar por dizer que é a minha favorita. Por alguma razão, foi a que mais me tocou. É uma canção muito especial para mim. A produção lembra-me imenso a Ride dos twenty one pilots e os êxitos de P!nk. Adoro a mensagem também; está na altura de praticar o que eu acredito: deixar o passado ir (''I think it's time to practice what I preach // Exorcise the demons inside me // Gotta learn to let it go'').



#7 FINDING YOU - Para quem conhece a discografia de Kesha: Finding You é basicamente uma continuação de Last Goodbye e Past Lives. Para quem não conhece: é uma faixa midtempo com grandes influências em folk-pop. A letra é muito fofa e romântica (''I know forever don't exist // But after this life, I'll find you in the next'') e os vocais dela soam limpos e fantásticos.

#8 RAINBOW - Quando Kesha estava em rehab (devido ao seu distúrbio alimentar) em 2013, ela não tinha acesso a mais nada sem ser um teclado de brincar que seu namorado lhe arranjou. Com esse mesmo brinquedo, ela compôs Rainbow, a música mais importante deste álbum. Esta canção foi o turning point para ela. Estava na altura de mudanças na sua carreira e lutou para isso acontecer. Demorou mas cá estamos nós. Rainbow é a luz ao fundo do túnel quando tudo parece escuro e assustador. É uma balada épica.



#9 HUNT YOU DOWN - Kesha pode ter encontrado felicidade e amor, mas ela nunca perde a sua garra. Em Hunt You Down, a cantora vai buscar as suas inspirações em Nashville e Johnny Cash para uma canção cheia de atitude. É melhor o namorado dela ter cuidado, pois se ele fazer porcaria, ela não ficará quieta (''Baby, I love you so much // Don't make me kill you''). Uma das minhas favoritas <3.

#10 BOOGIE FEET (feat. Eagles of Death Metal) - Se pensavam que ela esquecia o seu clássico sing-talk, estão enganados. Em Boogie Feet, a Kesha que nós estamos habituados está de volta, apenas em modo rock desta vez. Nesta segunda parceria com a banda Eagles of Death Metal, a artista pede ao ouvinte para dançar loucamente e esquecer o materialismo e a futilidade (''Some people, they got the money (...) I don't need any of those things // I just wanna dance like a motherfucker'')

#11 BOOTS - Qualquer álbum de Kesha necessita de uma música mais sexy, não é verdade? Twerk não se faz sózinho, é preciso o jam certo! Misturando o dance-pop com country-pop, ela traz-nos toda a sua confiança e sensualidade em Boots, a minha segunda favorita no álbum. #MereceSerSingle

#12 OLD FLAMES (CAN'T HOLD A CANDLE TO YOU) [feat. Dolly Parton] - Old Flames é uma música importante na família de Kesha. Pebe Sebert, sua mãe, compôs esta canção juntamente com o seu ex-marido na altura para Dolly Parton, que se tornou mais tarde num dos maiores êxitos da cantora. Kesha já tinha previamente gravado um cover de Old Flames num tom mais acústico e intimista, porém o sonho dela sempre foi gravá-la com Dolly. O seu sonho concretizou-se e as duas juntam-se numa versão mais upbeat, onde ambas vozes combinam lindamente! Eu prefiro a versão acústica, mas esta não fica aquém :).

#13 GODZILLA - O que acontece quando te apaixonas pelo Godzilla? Toda a gente foge, assustada? A penúltima faixa é pequena mas significante. A letra é engraçada, mas tem uma grande lição: não julgues uma pessoa pela sua aparência; ela pode parecer assustadora, mas no interior pode ser muito bonita <3 (''I guess they don't see all the things that I'm seein' // That make you so uniquely you''). Outra das minhas favoritas, definitivamente.

#14 SPACESHIP - A última faixa soa bastante estranha na primeira ouvida... pelo menos para mim. Não irá agradar toda a gente tão facilmente como algumas das suas anteriores. Mas a cada ouvida, fui-me prendendo mais em Spaceship e no seu significado. Aqui, Kesha fala abertamente da morte, dizendo que quando for, uma nave espacial estará pronta para a levar para o seu verdadeiro habitat: o espaço. Há demasiado mal no mundo para a sua alma ficar lá presa. Continuando a vibe folk da faixa anterior, Spaceship é um dos album closers mais geniais que ouvi. A letra é forte e não deixa ninguém indiferente (''Lord knows this planet feels like a hopeless place // Thank God I'm going back home to outer space''). A faixa termina com Kesha a ser literalmente levada por uma nave; loucura, não é?

Apesar de ser muito cliché e básico dizer isto, Kesha é mesmo uma fénix que se reergueu das cinzas. O que ela passou foi terrível, não se deseja a ninguém. Contudo fico feliz que todo o sofrimento a tenha inspirado para criar um álbum tão belo quanto este. Rainbow  é o COMEBACK DO ANO, aceitem apenas. E digo isto sendo o menos biased possível, acreditem. É refrescante ver uma popstar - que sempre jogou pelo seguro, lançando músicas comerciais para se manter actual - saír da sua zona de conforto e trazer um trabalho completamente diferente do que se ouve agora. O rock pode estar morto, mas Kesha não desiste em tentá-lo trazer de volta. Ela própria diz que nem ouve o que passa na rádio, ela apenas foi buscar os seus álbuns favoritos dos artistas que idolatra e tentou recriar esse som, fazendo-o seu. E isso é bem notável neste disco. Quanto às letras, que posso mais dizer? As melhores que Kesha já escreveu! Pessoais e honestas, mas nunca perdendo o seu espírito jovem e livre <3. Outro ponto importante: os vocais!! Adeus auto-tune, for good!! Finalmente!!! Estou tão feliz que possamos ouvir a sua VOZ REAL.
Rainbow  conta a história de Kesha, mas não acaba aqui. Ainda há muito mais por vir. Isto é apenas o começo de uma nova era para ela.

PS: A versão japonesa tem como bonus track uma das baladas mais reveladoras da carreira dela, Emotional. Nem sei como é apenas uma música de deluxe... é magnífica. Podem ouvir aqui neste link: Kesha - Emotional (Japanese Bonus Track) [all credits given to its owner].


Kesha is one of the best known popstars in the music world. She was one of the few to achieve consecutive Top 10 hits between 2010 and 2012, including Tik Tok (which broke records for being at number one for nine weeks), Blah Blah Blah (feat 3OH!3), Your Love Is My Drug, Take It Off, We R Who We R, Blow, Die Young, among others. Despite being heavily criticized for her excessive use of auto-tune, her carefree and trashy style, and her halucinating performances, Kesha left her mark. Her presence on radios, nightclubs, television and social media was immense and her party-girl vibe became a trend, something that all pop singers wanted to follow. The problem was that during all this time she sang and showed an image that didn't correspond that much with the reality. Yes, she's crazy. Yes, she likes alcohol. Yes, she loves bearded men. Yes, she likes to party. But not in the exaggerated way it was promoted. Kesha didn't have any freedom on her music style. Despite all of her songs being her own, many of them were forced. The musical style she always wanted to explore was rock and country, but she was never given the opportunity because it wasn't ideal for the radios at the time. Basically she had to turn all her musical influences (Bob Dylan, Johnny Cash, Dolly Parton, T-Rex, Beach Boys, etc.) into electro-pop songs. This year, Kesha finally managed to release the album she always dreamed of doing, after four years of fighting for her freedomRainbow is just her brand new start.


#1 BASTARDS - Normally an album never starts with a quieter song, it's a bit risky. However, it makes sense for Bastards to be the opening of Rainbow. In this sentimental track, Kesha exposes her wounds from years and years of bullying and suffering. But she reasserts herself as a warrior (''But they won't break my spirit, I won't let ’em win'') and advises the listener to do the same (''Don't let the bastards get you down, oh no // Don’t let the assholes wear you out // Don't let the mean girls take the crown // Don't let the scumbags screw you 'round''). In the last few seconds the track grows to something more upbeat and more hopeful with beats and percussions that bring us back to the Beatles' hits, while Kesha sings a few na na na's. One of the most beautiful songs of her career.

#2 LET 'EM TALK (featuring Eagles of Death Metal) - One thing Kesha always wanted to do and wasn't able to show before was her rock side. Rainbow was the right album for it to happen and she kept all that rush for Let 'Em Talk, a punk-rock track full of attitude. It's impossible to be still with Kesha's constant energy. The message is clear: doesn't matter what others say, live your life as you wish and do what you love most (''Do whatever makes you happy // And screw everything else if you ask me'').

#3 WOMAN - Trump's election inspired Kesha to compose an empowering jam for all women who feel discriminated. ''I'm a motherfucking woman!,'' the Nashville singer shouts in this explosive country-pop meets funk/soul track. Woman also has the trumpets group The Dap-Kings Horn as a feature, which was a great addition! Such a bop <3.

Image: Official Single Cover of Woman

#4 HYMN - Chosen as the second official single, Hymn is the most pop track of the entire album. It's a combination of ''old Kesha'' with ''new Kesha''. I can see Lord, Halsey, or Tove Lo singing Hymn due to its alternative vibe. Not my favorite, but I love the inclusive message (''This is a hymn for the hymnless''). It's a very modern track, it will keep Kesha present on the radio

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Official Single Cover of Hymn
#5 PRAYING - I did a full review on Praying when it was released. You can re-read that post here: Kesha, ''Praying'' (Special Review). She really chose the best song as first single, this track has a giant impact. No one can go unnoticed. Comeback of the year.

Image: Official Single Cover of Praying
#6 LEARN TO LET GO - I'll start by saying it's my favorite. For some reason, it was the one that touched me the most. It's a very special song for me. The production reminds me a lot of twenty one pilots' Ride and the likes of P!nk. I love the message too. It's time to practice what I believe: to let the past go (''I think it's time to practice what I preach // Exorcise the demons inside me // Gotta learn to let it go'').

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Official Single Cover of Learn To Let Go

#7 FINDING YOU - For anyone who knows Kesha's discography: Finding You is basically a sequel to Last Goodbye and Past Lives. For those who don't know it: it's a midtempo track with big folk-pop influences. The lyrics are very cute and romantic (''I know forever don't exist // But after this life, I'll find you in the next'') and her vocals sound clean and fantastic.

#8 RAINBO- When Kesha was in rehab (due to her eating disorder) in 2013, she had no access to anything but a playing keyboard that her boyfriend got her. With that same toy, she composed Rainbow, the most important song of this album. This song was the turning point for her. It was time for changes in her career and she fought for it to happen. It might've took long but here we are. Rainbow is the light at the end of the tunnel when everything looks dark and scary. It's an epic ballad.
Image: Kesha recording 
Rainbow
#9 HUNT YOU DOWN - Kesha may have found happiness and love, but she never loses her grip. In Hunt You Down the singer gets her Nashville and Johnny Cash inspirations for a song full of attitude. Her boyfriend better be careful, because if he fuckes up she won't be quiet (''Baby, I love you so much // Don't make me kill you''). One of my favorites <3.

#10 BOOGIE FEET (feat. Eagles of Death Metal) - If you thought she forgot her classic sing-talk, you're wrong. In Boogie Feet, the Kesha we're used to is back but in rock mode this time around. In this second collab with the band Eagles of Death Metal, the artist asks the listener to dance madly and forget the materialism and the futility (''Some people, they got the money (...) I don't need any of those things // I just wanna dance like a motherfucker'')

#11 BOOTS - Any Kesha album needs a sexier song, am i right? Twerk isn't made alone, you need the right jam! Mixing dance-pop with country-pop, she brings us all her confidence and sensuality into Boots, my second favorite on the album. #MustBeASingle

#12 OLD FLAMES (CAN NOT HOLD A CANDLE TO YOU) [feat. Dolly Parton] - Old Flames is an important song in Kesha's family. Pebe Sebert, her mother, composed this song along with her ex-husband at the time and gave it to Dolly Parton, which later became one of the singer's greatest hits. Kesha had previously recorded a more acoustic and intimate toned cover of Old Flames, but her dream was always to record it with Dolly. Her dream came true and the two joined for a more upbeat version, where both voices combine beautifully! I prefer the acoustic version, but this one doesn't fall short :).

#13 GODZILLA - What happens when you fall in love with Godzilla? Everybody runs away, scared? The penultimate track is small but significant. The lyrics are funny, but have a great lesson: don't judge a person by their appearance; they may look scary but inside they can be very pretty <3 (''I guess they don't see all the things that I'm seein' // That make you so uniquely you''). Another one of my favorites, definitely.

#14 SPACESHIP - The last track sounds rather strange on the first listen... at least for me. It won't please everyone as easily as some of its previous ones. But with every listen, I got caught up in Spaceship and its meaning. Here, Kesha speaks openly about death, saying that when she goes a spaceship will be ready to take her to her true habitat: space. There's too much evil in the world for her soul to be stuck there. Continuing the folk vibe of the previous track, Spaceship is one of the most brilliant album closers I've heard. The lyrics are strong and won't leave anyone indifferent (''Lord knows this planet feels like a hopeless place // Thank God I'm going back home to outer space''). The track ends with Kesha being literally carried by a ship; crazy, right?

Although it's very cliché and basic to say this, but Kesha really is a phoenix that has risen from the ashes. What she went through was terrible, I don't wish it on anyone. However, I'm glad that all the suffering has inspired her to create an album as beautiful as this. Rainbow is the COMEBACK OF THE YEAR, just accept it. And I say this being the least biased possible, believe me. It's refreshing to see a pop star - who has always played safe by releasing commercial music to stay current - getting out of her comfort zone and bring a completely different effort from what's current. The rock may be dead, but Kesha doesn't give up on trying to bring it back. She herself says that she doesn't even listen to what plays on the radio, she just grabbed her favorite albums from the artists she idolized and tried to recreate that sound, making her own. And that's noticeable on this record. As for the lyrics, what more can I say? The best Kesha ever wrote! Personal and honest but never losing her young and free spirit <3. Another important point: the vocals!! Bye auto-tune, for good!! Finally!!! I'm so happy we get to hear her REAL VOICE.
Rainbow tells the story of Kesha but it doesn't end here. There's still much more to come. This is just the beginning of a new era for her.

PS: The Japanese version has one of the most revealing ballads of her career, Emotional, as a bonus track. I don't even know why it's just a deluxe song... it's magnificent. You can listen here at this link: Kesha - Emotional (Japanese Bonus Track) [all credits given to its owner].



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*All image credits given to their real owners*